TEMPORADAS

• São Paulo - SESC Pinheiros de 30/04 a 03/07/05

• Rio de Janeiro – Teatro Villa Lobos de 05/08 a 11/09/05

• Brasília – Teatro Nacional sala Villa Lobos 23, 24 e 25/09/05

• FESTIVAL MERCOSUL: Córdoba (Argentina) – Teatro San Martín 15/10/05

• Belo Horizonte – Teatro Palácio das Artes 21, 22 e 23/10/05

• Porto Alegre – Teatro do SESI 30/09 e 01/10/05

• São Paulo – SESC Vila Mariana de 28/10 a 11/12/05

Gerald Thomas

com Marco Nanini

 

 

ELENCO

 

Fabiana Guglielmetti

Amadeo Lamounier

Pedro Osório

Gustavo Wabner

Gilson Matogrosso

Beto Galdino

Rodrigo Sanchez

William Ramanauskas

Narciso Tosti

 

 

FICHA TÉCNICA

 

Direção artística, iluminação, trilha sonora, programação visual, cenografia e ilustração dos painéis

Gerald Thomas

 

Direção de produção

Fernando Libonati

 

Figurino

Antonio Guedes

 

Música

(entre muitos compositores clássicos e anti clássicos temos o brasileiro vivíssimo em nova York)

Alexandre Lunsky

 

Assistente de direção

Ana Kutner e Ruy Filho

 

Assistente de iluminação

Aline Santini

 

Assistente de trilha sonora

Edson Secco

 

Assistente de programação visual

Victor Hugo Cecatto

 

Assistente de cenografia

Domingos Varella

 

Assistente de figurino

Bianca Nabuco

 

Preparação de elenco

Luis Damasceno

 

Direção de movimento

Dani Hu

 

Coach para Marco Nanini

Mauricio Guilherme e Narciso Tosti

 

Elenco de apoio

Marcus Vinicius Gonçalves  e Ernani Sanchez

 

Fotografia

Flavio Colker, Guga Melgar e Victor Hugo Cecatto

 

Assessoria de imprensa

Eduardo Barata

 

Produção executiva

Marco Aurélio Monteiro

 

Assistentes de produção

Carol Figueiredo e Rodrigo Sanchez

 

Produção cenografia / sp

Eliane Lax

 

Produtores associados

Marco Nanini e Fernando Libonati

 

Produção

Pequena Central de Produções

 

 

EQUIPE TÉCNICA

 

Direção de cena

Domingos Varella

 

Maquinista

Denis Nascimento

 

Contra-regra

Robson Vieira

 

Sonoplastia

Edson Secco

 

Técnico de som

Anderson / Roberta

 

Iluminação

Aline Santini

 

Camareiras

Consuelo e  Ana Lucia

 

 

CENOGRAFIA E ADEREÇOS

 

Cenotécnicos

Titão e Jorge

 

Maquinistas montagem

Marcio e Marcelo

 

Adereços e pintura de arte

FCR Produções Artísticas Ltda

 

 

FIGURINO

 

Modelista

Fátima Leopoldina

 

Costureiras

Elina, Márcia, Maria  e Ana

 

Aderecista

Patricia Muniz

 

Envelhecimento

Igor Thiago

 

 

ÁUDIO VISUAL

 

Spot tv / cinema

Gerald Thomas e Alê Casagrande

 

Documentário de espetáculo

Alê Casagrande

De Gerald Thomas escrito para Marco Nanini

O espetáculo foi escrito especialmente para Marco Nanini. Observando o ator há anos, sei de suas idiossincrasias, suas máscaras, imagino como constrói seus personagens e como se “confunde” de mentira no palco.

Então, “Circo de Rins e Fígados” é uma comédia do absurdo macabro. Levemente baseado no que seria uma revisitação do “O Balcão” de Genet (40 e poucos anos depois), nesse mundo de valores trash em que vivemos, o mundo de Nanini ganha algo gigantesco e misterioso de presente (as caixas vindas de Nova York) e logo em seguida isso lhe é confiscado, seu mundo invadido, seus segredos mais íntimos e macabros trazidos à tona (na típica forma do teatro do absurdo).

Mas ao contrário do mundo onde Genet vivia, Nanini é aplaudido pelos seus hábitos macabros e psicopatas. Ao contrário do que se pensava, isso acaba abrindo portas profissionais para ele, com ator. Mas no fundo da questão estava a vida de um foragido: um brasileiro desaparecido em NY desde o dia dos ataques de 11 de setembro, João Paradeiro. Um homem que havia vivido mais da metade de sua vida na clandestinidade em Nova York havia sido preso pela policia, mas conseguira fazer chegar ao autor toda espécie de documentos (sobre a intervenção da CIA no golpe de 64, documentos secretíssimos sobre o ataque ao Iraque, coisas pessoais, contrabando de órgãos). O autor, por sua vez, também confinado à ilha de Manhattan, resolve mandar tudo para o ator Marco Nanini.

O resto é uma sucessão de cenas “acredite se quiser”, com cada cena puxando o tapete da cena anterior. Nanini, ele mesmo, não sabe se está sendo enganado ou se está enganando. Numa espécie de Twilight Zone, o espetáculo prossegue num delírio surrealista, tecido pra que Nanini exerça toda a sua comicidade (macabra e sombria às vezes) e dramaticidade quando, no final do espetáculo vira uma grande homenagem ao teatro e ao Brasil, esse País confuso, contraditório, absurdo, enfurecedor e, no entanto, encantador e apaixonante, O Brasil é a nossa amante eterna.

Político, não político, apolítico e profundamente dramático (assim como Chaplin que nos fazia chorar de rir) Marco Nanini explora o território da loucura que o Brasil nos propõe: chacinas e a arte divina e um povo maravilhoso que não sabe reagir a isso por...... sei lá, falta de tudo, Falta tudo. Analfabetismo. Comida. Falta envolvimento político real. Mas tem alguém nesse Brasil fazendo isso de verdade: e esse alguém não é um político: seu nome é Danilo Santos de Miranda. Ele atua em todas as áreas, Graças à ele, a cultura vai pra frente, a comida vai pras bocas famintas também. Esse homem se desdobra em mil. Se o Brasil pudesse se mirar um pouquinho que fosse nesse homem, estaríamos anos luz na frente do nosso tempo.

 

PROGRAMA

.C.L.I.P.P.I.N.G.